
Cia Abrigo Santo
Cia Abrigo Santo
O TEATRO QUE HABITO. O TEATRO QUE ME ABRIGA.
A Cia. Abrigo Santo foi fundada em 6 de janeiro de 2019 por Karla Calasans. O nome da Companhia nasce do significado etimológico do sobrenome da atriz: Calasans (Cala, do Indo-europeu: significa Abrigo + Sans, do latim sanctus: significa santo). A Cia Abrigo Santo vem se tornando o espaço criativo e sagrado encontrado por ela para fiar, com o mundo, as suas experiências , vivências e pesquisas artísticas e criativas nos territórios culturais .
Abrigo Santo também nasce do desejo de Karla Calasans ocupar territórios criativos nas artes cênicas por intermédio da literatura, da poesia. É um espaço para fazer com que a poesia ganhe desdobramentos artísticos nos corpos, nas palavras e nas imagens de seus criadores. Um território para pensar a palavra poética como uma possibilidade de se mover no mundo como ato de existência e resistência. Um trabalho de artesania humana e criativa. Uma geografia que a cada obra agrega criadores, técnicos e pensadores com o propósito de abrigar fios de criação que possam bordar uma nova poética sempre a partir da poesia desses corpos que vivem em meio a contemporaneidade e seus desdobramentos. Esses corpos que criam em meio a um diálogo entre a modernidade e a ancestralidade. Assim, nasce o Abrigo Santo.
Como fiar Abrigo nesse momento então?
Abrigo - Substantivo masculino em sua morfologia. Do latim apricum, pode vir a significar "local que serve para abrigar, abrigadouro, abrigamento... "Local coberto que oferta proteção, cobertura, teto..." Muitos diriam que ao nos abrigarmos, estaríamos em estado de recolhimento. Proteção de alguma situação ameaçadora, das mais corriqueiras e simples às mais fortes e intensas. Chuvas, sol forte, frio, ciclone, guerras, tempestades, ataques aéreos, abandonos, pestes, entre tantos outros. Um processo de auto preservação até que as coisas se apresentem de uma maneira mais amistosa. O olhar do abrigado se dá de fora para dentro. As atenções estão voltadas para as coisas que ameaçam a sobrevivência.
Porém, palavra potencialmente feminina em sua semântica, Abrigo também pode vir a ser estado de expansão. Lugar para gerir, para maturar vida. Espaço de (auto)reconhecimento. Tempo dilatado. Templo sagrado. Território para olhar pela janela, enxergar o outro, abrir portas, mirar gavetas, vasculhar estantes, fazer e desfazer a cama, alimentar o dia, movimentar e repousar o corpo. Seara para lavar a alma, sorrir um riso, rezar na calma, acender uma vela, purificar os ares, reconectar-se às origens, refletir no sopro, arrematar vazios, estar cara a cara com as sombras, olhar através dos espelhos. Região para meditar junto ao céu e silenciar os corredores. Sala para dançar cenas, colorir músicas, gravar versos. Terra para redescobrir o chão, limpar a ação e desocultar a emoção. Recanto de poesias e loucuras. Lugar de escrituras, histórias e mundos. Espaços compartilhados, cuidados e ressignificados. Abrigo sagrado para reinventar mundos dos mais pertos aos longínquos... dos conhecidos aos desconhecidos... Paragens para alinhavar, bordar, acolher e recolher afetos. Útero preparado para o nascedouro de novas vidas que se anunciam ... Abrigadouro. Território de ancestralidade. A única maneira para manter-se viva e desperta diante da vida e dos acontecimentos. Uma seara valiosa para fortalecer a alma e proporcionar uma caminhada mais encorajadora diante de estradas, sejam elas fáceis ou nem tanto... Solo fértil...Lugar de pertencimento... Território político... Espaço de propósito... Abrigo Santo... Estado de Poesia de corpos que vivem, existem e coexistem...
Frentes Criativas do Abrigo Santo Teatro:
* 1º Espetáculos
* 2º Workshops
* 3º Projetos Poéticos em diálogo com outras áreas (audiovisual, artes visuais, música...)
1º Espetáculos
2015 - Nos En(tre)cantos de Dulcinea Del Toboso
Espetáculo a partir da dissertação de Mestrado de Karla Calasans
Esse espetáculo nasceu antes da instituição do Abrigo Santo Teatro, porém foi incorporado ao repertório da Companhia, já que é o primeiro espetáculo solo de Karla Calasans e um marco importante para o seu processo criativo. Além de ser também a sua primeira dramaturgia autoral.
Após 410 anos silenciada, tentando se encaixar no imaginário de Dom Quixote, Dulcinea Del Toboso, a dama sem par do cavaleiro andante, rompe seu silêncio, em meio à cova de Montesinos, para dizer quem ela realmente é nessa relação bordada no papel.
Nos En(tre)cantos de Dulcinea Del Toboso ( Equipe e Registro fotográfico)
Ficha Técnica
Atriz e dramaturga: Karla Calasans
Direção: Hanna Reitsch
Assistente de direção: Luciana Vasques
Diretora Musical: Zila Siquet
Músicos: Zila Siquet, Keu Aragão, Kalley Seraine
Iluminação: Carmen Santiago
Cenógrafa: Barbara Miranda
Figurinista: Nadine Diel
Designer gráfico: Carolina Senna
Produção: Chang Produções
Assessoria de imprensa: Roberta Pinheiro
Fotógrafa: Emília S Silberstein
Maquiagem: Súlian Princivalli
Espetáculo Teatral - Botões na Rua
O
espetáculo Botões na Rua nasce do livro Nas bordaduras de um botão, de
Karla Calasans, publicado em 2014.
Botões na Rua é a poética cênica da busca pelo Encantamento. Essa poética ganha vida com Fia de Dodó, uma andarilha sertaneja que, ao perder o encanto pela vida, decide sair pelo Sertão em busca de um mar de botões. Para tal, ela começa a fiar essa jornada sertão adentro. Fiar passa a ser a sua saga, o seu caminho, a sua morada. E, com a alma em um fio, pouco a pouco, a travessia, pelo Sertão de dentro e pelo Sertão de fora, rumo ao mar de botões, vai se revelando por meio de suas gentes, histórias, memórias e afetos fiados... Mas nesses espaços também vão sendo bordados caminhos e dizeres de outros que acreditam que ela enlouqueceu exatamente por sair pelo sertão em busca desse mar. E assim, a travessia se faz. O caminho por esses Sertões profundos oferece à Fia uma nova possibilidade de mirar-se, mirar a vida, o mundo e as pessoas que atravessam os seus caminhos. Fiar e (con)fiar botões passam a ser para Fia espaços de cura, pertencimento e o encontro com a sua própria humanidade.
BOTÕES NA RUA (Montagem 2019 - Sagarana- MG / Brasil )
Ficha Técnica:
Diretora de Criação de cena - Karla Calasans
Atriz - Karla Calasans
Dramaturga - Karla Calasans
Figurinista - Karla Calasans
Músico (percussão) - Keu Aragão
Musicista (voz e violão) - Daiana Campos
Musicista (voz e caixa do divino) - Diana Campos
Cenógrafa - Bernadette Brito e Karla Calasans
Reflexões, durante a montagem, referente aos estudos da Etnocenologia - Graça Veloso
BOTÕES NA RUA (Montagem 2022 - Brasília DF / Brasil)
Ficha Técnica
· DIREÇÃO GERAL- KARLA CALASANS
· CONCEPÇÃO E DRAMATURGIA - KARLA CALASANS
· FIA DE DODÓ - KARLA CALASANS
· DIREÇÃO MUSICAL (TRILHA SONORA AO VIVO - RABECA) - MAÍSA ARANTES
· LUTHIER DA RABECA - RICARDO BRESSAN
· PRODUÇÃO DA CAIXA DA FIA - JURACI MOURA (BANDA SOM DE PAPEL)
· PRODUÇÃO MUSICAL (TRILHA SONORA GRAVADA) - FABIANA LIMA
· MUSICISTA (VOZ E VIOLÃO - TRILHA SONORA GRAVADA) - DAIANA CAMPOS
· MUSICISTA (VOZ E CAIXA DO DIVINO - TRILHA SONORA GRAVADA) - DIANA CAMPOS
· MÚSICO (PERCUSSÃO - TRILHA SONORA GRAVADA) - KEU ARAGÃO
· MUSICISTA (VOZ, CAIXA FOLIA/CONGADA/PATANGOME/VIOLONCELO - TRILHA SONORA GRAVADA) - FABIANA LIMA
· MÚSICO (VIOLA E VIOLÃO 7 - TRILHA SONORA GRAVADA) - BRUNO ANDRADE
· ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO (TRILHA SONORA) - ÁUDIO QUALITY
· BANDEIREIRA - ZILA SIQUET
· PREPARAÇÃO VOCAL - ZILA SIQUET
· OPERAÇÃO DE SOM - AROLDO LOPES
· ILUMINAÇÃO - MARCELO AUGUSTO SANTANA
· TÉCNICO DE LUZ 1 - GIOVANI RODRIGUES
· TÉCNICO DE LUZ 2 - LEMAR REZENDE
· CENOGRAFIA E OBJETOS DE CENA - MARLEY OLIVEIRA E KARLA CALASANS
· CENOTÉCNICO DA GEODÉSICA E DO PORTAL - DOME BAMBU
· FIGURINO - MARLEY DE OLIVEIRA E KARLA CALASANS
· COSTUREIRA - ESMERALDA VIANA DA SILVA
· MAQUIAGEM - KARLA CALASANS
· FOTOGRAFIA DO PROGRAMA - TATIANA REIS
· FOTOGRAFIA DO ESPETÁCULO - JANINE MORAES
· CRIAÇÃO E CONFECÇÃO DOS BORDADOS DAS ARTES DE DIVULGAÇÃO - LADY MACÊDO
· CRIAÇÃO E CONFECÇÃO DO XALE DA FIA DE DODÓ - LADY MACÊDO
· CRIAÇÃO E CONFECÇÃO DO CADERNO BORDADO DA FIA DE DODÓ - PAULA HONDA
· CRIAÇÃO E CONFECÇÃO DE PEÇAS EM CROCHÊ - JANDIRA SOARES
· CRIAÇÃO E PRODUÇÃO AUDIOVISUAL - KENNEL RÓGIS/GRAVURA FILMES
· INTÉRPRETE DE LIBRAS - ANDRÉA BEATRIZ
· DESIGN GRÁFICO - ARTHUR AMARAL / ZUMBIDO CULTURAL
· PRODUÇÃO EXECUTIVA - PERGUNTA FIXAR E CIA ABRIGO SANTO
· ASSISTENTE DE PRODUÇÃO - JUANA MIRANDA
· COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA - ANDREY DO AMARAL
· ASSESSORIA DE IMPRENSA - CASA DA REDAÇÃO
· COORDENAÇÃO DE MÍDIAS - PERGUNTA FIXAR E CIA ABRIGO SANTO
· SERVIÇOS JURÍDICOS - FERNANDA CARVALHO
· CONTRARREGRA - KEU ARAGÃO
· TEXTOS DO PROGRAMA - KARLA CALASANS
· REVISÃO DOS TEXTOS DO PROGRAMA - ANDREY DO AMARAL
2º Workshops
Afinando o Verso
Workshop de poesia
Afinando o Verso é um projeto nascido no início de 2019 com o propósito de colocar a poesia em cena, nas escolas do DF, tendo como público alvo os estudantes, professores e comunidade escolar. Sua 1ª Edição é marcada pela seguinte estrutura: uma vez por mês ( entre abril e dezembro de 2019) Karla Calasans agendava com escolas do DF, com o objetivo de desenvolver o workshop. Nessas experiências, a poesia ganhava cena com as artes visuais, com a música, com o cinema, com a fotografia, com a dança e com a literatura.
Entre junho e dezembro de 2020, o Afinando o Verso chegou a sua 2ª edição. O Projeto ganhou uma roupagem on-line em decorrência da pandemia - COVID 19. Uma vez por semana, Karla Calasans gravava a interpretação de poemas dela e de diferentes poetisas brasileiras. Todas essas interpretações estão disponíveis no canal do youtube Karla Calasans.
O propósito é expandir o Afinando o Verso para outros locais fora do DF, participando de circuitos literários e culturais em que a leitura, a poesia e as artes estejam presentes.
1ª Edição - Afinando o Verso (04/04/2019)
Local: CED 7 da M Norte - Taguatinga - DF
Público alvo: Estudantes do ensino Médio Regular
2º Edição- Afinando o Verso (09/05/2019)
Local: CEM 03 de Taguatinga Sul -DF
Público alvo: Estudantes do Ensino Médio Regular
3º Edição - Afinando o Verso (24/06/2019)
Local: Escola classe Granja do Torto
Público alvo: Estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental
4º Edição - Afinando o Verso (19/08/2019)
Local: CED 04 do Guará - DF
Público alvo: Estudantes da Educação de jovens e adultos (noturno)
5º Edição - Afinando o Verso (26/08/2019)
Local: CED 04 do Guará -DF
Público alvo: Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (noturno)
6º Edição - Afinando o Verso (04/09/2019)
Local: CED 04 do Guará -DF
Público alvo: Estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio (noturno)
7ª Edição - Afinando o Verso (30/10/2019)
Local: CESAS
Público alvo: Estudantes do EJA - Educação de Jovens e Adultos
8ª Edição - Afinando o Verso (13/11/2019)
Local: CED 07 da M Norte - Taguatinga - DF
Público alvo: Estudante do Ensino Médio
9ª Edição - Afinando o Verso (22/11/ 2019)
Local: APAE - DF (Asa Norte)
Público alvo: Educação Especial
3º Projetos Poéticos em diálogo com outras áreas
Poesia na Tela
A série denominada Poesia na Tela,
produzida em fevereiro de 2019, é em uma parceria estabelecida entre o
cineasta paraibano Kennel Rógis e a atriz, diretora de criação do Abrigo Teatro, escritora e professora brasiliense Karla
Calasans. A proposta é transformar os poemas do livro Nas Bordaduras de um Botão (
de Karla Calasans) em audiovisual. Os poemas ganham as telas de cinema com o olhar sensível
de Kennel Rógis diante do audiovisual.
A proposta é a de gerar outro desdobramentos a partir do diálogo entre essas duas linguagens artísticas.
Poema - A Visita (Livro: Nas bordaduras de um Botão, de Karla Calasans)
Poema - Ausência ( Livro: Nas bordaduras de um Botão, de Karla Calasans)
Poema - Cor da Terra ( Livro: Nas bordaduras de um Botão, de Karla calasans)
Borde Poesia pelas Ruas da Cidade
Borde poesia pelas ruas da cidade é um projeto de intervenção poética/ urbana nascido em julho de 2021 durante a oficina "Quantas cidades tenho em mim?", realizada pelo Coletivo Transverso e o Grupo Mesa de Luz. A oficina aguçou e fomentou em Karla Calasans o desejo de também fazer poesia urbana, unindo duas de suas paixões: a poesia e as artes visuais do bordado. Borde poesia pelas ruas da cidade se propõe a levar, para as ruas, a poesia bordada que nos habita. Versos curtos que falam de emoções humanas, da vida e dessa possibilidade de se confiar nas ruas para ser o que se deseja ser. Uma maneira de plantar uma semente de vida em cada esquina que esteja, colorindo o mundo com afetos. Um momento de acolher, pertencer e habitar os nossos territórios. Tempo para bordar poesia pelas ruas da cidade.